@silviavont concordo com o que disseste. Eu não trocaria uma frase longa por uma frase curta que diga menos. Mas certamente prefiro me expressar de uma forma menos convoluta, em várias frases curtas com estrutura simples, do que numa longa frase.
Pedalando todos os dias até que algo me impeça, hoje foi o 71º dia.
Pedalei lendo o livro que comentei ontem (tentando entender esse mundo de uma religião que conheço pouco, e que tem exus e pombagiras), e o tempo passou voando.
Hoje é o primeiro dia que começa já com o cabeamento do escritório reconfigurado, e já começou com refatoração: o computador tem 5 portas USB, sendo 3 delas mais rápidas do que as outras duas, então reposicionei os cabos para que o que é de dados (HDs externos, etc.) e vídeo (monitores, câmera) fique nas mais ligeiras, e o que é de entrada manual (teclados, trackpad, etc.) e impressão fique nas outras duas.
Provavelmente não sentirei a diferença, mas existe :)
Uma transição que preciso fazer – e estou fazendo, mas aos poucos e do meu jeito – é a das coisas que dizem respeito à minha antiga versão, de antes do diagnóstico de autismo, e que ainda ocupam espaço físico e virtual aqui em casa.
São filmes, séries e livros que não tenho mais interesse em rever, roupas e calçados que provavelmente não vestirei mais, etc.
Da mobília que não faz mais sentido pra mim eu já me livrei (e vai ser útil pra pessoas que nem conheço mas precisavam muito).
É curioso como a cirurgia que eu fiz no primeiro semestre me colocou no caminho para, no segundo semestre, ter 3 grandes mudanças na vida, não relacionadas diretamente ao que me levou à mesa de operações:
✅ Comecei a pedalar todos os dias (eu era 100% sedentário)
✅ Descobri e tratei a apneia que prejudicava muito a qualidade do sono e da vida
✅ Encontrei e passei a aplicar ferramentas bem mais eficazes para lidar com a ansiedade do dia a dia.
Mas o visual com poucos fios na parte de cima do tampo se deve muito mais a um bom uso da parte traseira dos monitores (e das hastes verticais deles, por onde descem os cabos) do que por ter dado um jeito de ter menos cabos.
É difícil identificar na foto, mas a traseira do monitor da direita passou a hospedar a régua de tomadas que alimenta o conjunto, e os cabos estão enrolados e pendurados em suportes fixados atrás de ambos os monitores.
Curti o resultado.
Foto tirada de cima dos 2 monitores, mostrando sua parte traseira, com várias espiras de cabos HDMI e de força, fixados com tiras de velcro e presas a suportes atrás dos monitores, onde também está uma régua de 3 tomadas.
A maior parte dos cabos foi puxada para baixo do tampo da mesa, onde estão relativamente organizados (e bem identificados), dentro dos limites dados pela quantidade de cabos e pelo espaço limitado.
Quem faz o esforço maior nessa solução é um hub USB 3.0 alimentado, que tem 7 portas de dados e mais 2 portas apenas pra alimentação/carregamento.
Foto da parte de baixo do tampo da minha mesa de trabalho, mostrando um Hub USB ao qual estão conectados 7 cabos, sendo 5 em uma lateral e 2 em outra.
Os cabos estão identificados com etiquetas amarelas e descritivos como “Teclado“, “Trackpad“, “Impressora“, etc.
Caprichei na instalação do computadorzinho novo, incluindo recabeamento, e agora – quando estou em frente ao monitor – só vejo os cabos dos teclados, os outros estão escondidos.
E era bastante cabo: tem o HDMI e força dos 2 monitores, força do computador, e uma floresta de USB, porque eu evito conexões sem fio – exceto no espelhinho ali do canto, que reflete a tela da TV que fica nas minhas costas e estava mostrando um clip da Rihanna na hora da foto.
Haja velcro! Vou detalhar mais:
Foto da minha mesa de trabalho com 2 monitores, sendo um em orientação paisagem (mostrando uma janela do Whatsapp) e outro em orientação retrato (mostrando várias janelas do Mastodon).
À frente deles estão 3 teclados e um trackpad, e ao lado está um espelho no qual aparece refletida uma cena de um clip da Rihanna.
O projeto está indo bem, cabos reposicionados, a maior parte está debaixo do tampo da mesa (e identificada), falta só organizar os poucos que precisam ficar em cima da mesa
hoje vou desconectar todos os cabos de tudo que está na minha mesa, limpar tudo, reposicionar, fixar os cabos em posições adequadas e organizadas, etc.
inspirado por aquela semana em que as tags temáticas brasileiras foram dedicadas às religiões afro-brasileiras, esta semana estou lendo um livro sobre os exus e as pombagiras, pra entender mais sobre esse universo
em uma discussão on-line, observa-se que o debate sobre a impropriedade da analogia trazida por um dos participantes tende a ser muito mais intenso, longo e apaixonado que o do tema original