Uma amiga que eu estimo mt acabou de passar por isso, e me deu o ensejo de abordar o tema mais uma vez: é muito importante não adiar a discussão, em família ou entre as amizades mais próximas, sobre os planos - ou pelo menos os desejos de cada um - quanto a velório, sepultamento, cremação.
Preferências sobre em que cidade, em qual capela funerária, em qual cemitério ou sepultura, etc. são assunto importante.
Na minha família está tudo definido e até pagamos um seguro funeral pros mais idosos.
A quem já passou por isso, incluindo a minha amiga, eu trago acolhimento e confirmo que essa é uma pauta muito difícil de ser abordada, chegando a ser tabu.
Mas se você conseguir, vale a pena.
Outra coisa a considerar, nessa mesma pauta, é que não importa o quanto a coisa estivesse definida e ajustada com a pessoa amada que nos deixou, sempre surgirá um parente ou conhecido pra dizer que o falecido preferiria de outra maneira e “merecia” alguma outra coisa.
Quando o pai se foi, tinha gente querendo que ele fosse sepultado em dois lugares diferentes (foi cremado, como queria), velório em outra cidade, e até armaram uma missa à revelia dos filhos.
Gente tosca em demasia sempre.